A Comunicação está em constante transformação e caminha lado a lado com todas as transformações sociais, mercadológicas, tecnológicas e sobretudo com o impacto disso nas relações entre as pessoas e como elas percebem o mundo.
É nesse contexto de mudanças profundas e cada vez mais aceleradas que Adriana Miranda vem construindo sua carreira. Um ótimo exemplo de profissional que não só acompanha as modificações, mas que inova junto, atualiza-se constantemente e faz acontecer.
Se você está escolhendo sua profissão ou já está dando os primeiros passos na Comunicação, você precisa ler esta entrevista.
Filha da PUC, Adriana é graduada em Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas e pós-graduada em Comunicação Corporativa. Além disso, possui MBA em Negócios e Comunicação Corporativa e mestrado em Administração e Marketing.
Sua atuação inclui empresas privadas, veículos de mídia, agências de publicidade e carreira acadêmica. Quer saber mais? Acompanhe o bate-papo!
Aprenda com a história de Adriana Miranda
Desde o início da faculdade, Adriana sempre mirou a Comunicação como um todo, graças à sua paixão por todas as nuances da área e à sua versatilidade de habilidades e interesses. Isso fez com que ela construísse uma carreira multifacetada, circulando entre diversos campos da Comunicação e formas de atuação.
Em mais de três décadas de profissão, Adriana é uma comunicadora completa, flexível, que passeia pela mudança com um olhar estratégico e inovador. Confira o que ela tem a nos contar!
1. Quais foram os pontos marcantes de sua trajetória profissional, desde a graduação na PUC Minas até os dias atuais?
Formei-me na PUC Minas, primeiramente em Jornalismo, e atuei alguns anos na cobertura de eventos culturais, área da qual eu gostava muito. Com o tempo, senti necessidade de ampliar esse escopo da Comunicação, porque ela não se esgota em uma ou outra disciplina. É uma área ampla e cheia de oportunidades de desenvolvimento de carreira e de ingressar no mercado de trabalho.
Então, fiz a complementação da área cursando também Publicidade e Propaganda e Relações Públicas. A partir disso, tive mudanças no rumo da minha carreira e comecei a atuar no setor de Marketing. Trabalhei em duas indústrias: a Lacqua di Fiori e a Deltatronic, o que me permitiu ‘sentar na cadeira como cliente’.
Não me dando por satisfeita, em busca de explorar novos campos, fui para a área de agências de publicidade. Estou há mais de 18 anos atuando com planejamento, atividade que se encaixou muito bem em meus propósitos, porque possibilita que eu acompanhe todo o trabalho na agência, com uma visão mais macro e estratégica. Hoje atuo na Filadélfia Comunicação.
Além disso, sou professora da Pós PUC Minas, na mesma pós-graduação onde me profissionalizei há alguns anos. Na época se chamava Comunicação Empresarial. Eu também já lecionei na graduação, nos campi Coração Eucarístico e São Gabriel.
Depois da especialização, fiz Mestrado, vários MBAs e cursos livres, sendo alguns internacionais. Destaco esses como os principais pontos de virada nesses mais de 30 anos de carreira.
2. Como foi essa virada de chave de aluna para professora da PUC Minas?
Desde que entrei na PUC Minas, sempre tive essa aspiração de ingressar também como professora. Então, eu ficava sempre atenta, conversando com as coordenadoras, analisando as possibilidades e as oportunidades, justamente por essa vontade genuína que sempre tive.
Na época, a coordenadora do curso me informou que haveria um processo seletivo para professor substituto. Participei e fiquei muito bem colocada. Fiz mais substituições até que veio o concurso para professor da casa e fui aprovada; sigo na Universidade até hoje. Foi e continua sendo um processo constante de dedicação e atualização.
Lecionei várias disciplinas, passei por diversas cadeiras. Tudo isso se deve à minha paixão pela Comunicação. Gosto de Publicidade, gosto de Jornalismo, gosto de RP, gosto de Comunicação Corporativa, matéria que leciono atualmente.
3. Como a PUC Minas preparou você para os desafios do mercado?
Sempre vi na PUC Minas uma instituição de muita qualidade e muita excelência. Sempre foi minha primeira opção no vestibular. Tive a oportunidade de aprender com professores muito bons, muito qualificados, além de ter acesso a coordenadores fantásticos. Isso me deu mais vontade ainda de continuar meu curso e de me especializar.
A instituição tem uma atmosfera saudável de convívio, de relações, algo que sempre busquei. Durante minha formação, fui monitora dos laboratórios de fotografia, de rádio e de vídeo e contribuí com o jornal O Marco.
Vejo a PUC Minas muito relevante para a formação de grandes profissionais em todas as áreas. Considero que foi o primeiro degrau para minha inserção no mercado de trabalho, tanto profissional quanto pessoalmente.
Além da excelência, as relações eram muito fluidas, muito bacanas. Minhas amigas até hoje são da Universidade e só tenho lembranças muito positivas de lá.
Enfim, a PUC Minas foi a minha base profissional e me formou para tudo o que sou hoje. Não trocaria a instituição por nenhuma outra.
4. Analisando a sua jornada na área de Marketing, quais soft skills considera essenciais para acompanhar as transformações e se manter relevante?
A principal é a empatia. Apesar de muitas pessoas não entenderem muito bem o que é a empatia, para mim é a mais importante. É preciso se colocar, por exemplo, no lugar do cliente para entendê-lo e ter uma relação positiva com ele. Você vai precisar se identificar e sentir o que seu colega de trabalho sente, para ter uma relação bacana com seus pares, com seus líderes.
Portanto, neste momento que estamos vivendo, com tantas transformações, tudo tão acelerado, a empatia vem até primeiro que o conhecimento técnico. Porque, se você não tem empatia, e não se relaciona bem com a sua rede de pares, você não consegue nem compartilhar esse conhecimento.
Outra soft skill fundamental é a liderança. É uma habilidade sempre muito relevante. e, atualmente, nos novos modelos de gestão, é possível perceber que a influência vem também de pessoas que não ocupam um cargo de gerência, por exemplo, mas influenciam e inspiram os outros.
Uma liderança humana, que influencia positivamente, e que saiba ser um líder bacana. Uma referência e um espelho para a equipe.
Vale destacar, é claro, a busca incessante pelo conhecimento e pelo desenvolvimento técnico e humano.
5. Qual a importância da educação continuada para uma carreira sólida na área de Marketing e Comunicação Corporativa?
Sempre busquei me aperfeiçoar na parte de estudos, de cursos e de atualizações. Ter essa visão de um conhecimento de longo prazo é fundamental não só para o profissional de Comunicação, mas para qualquer profissional que está no mercado. Porque é isso que faz com que ele se posicione estrategicamente e tenha respeitabilidade no mercado.
E, para que saiba lidar com as gerações que estão chegando e com as que já atuam, visto que o mercado atual é transgeracional. Na agência na qual trabalho hoje, temos uma equipe com pessoas muito maduras, outras bem jovens chegando; e o conhecimento alinha os pontos e auxilia a conduzir esses desafios.
Outro fator importante é termos essa visão de lifelong learning neste momento em que vivemos, da ascensão expressiva da inteligência artificial (IA). Na edição 2026 do SXSW (South by Southwest, evento focado em inovação e tecnologia, realizado anualmente em Austin -EUA), houve uma palestra muito legal que trouxe a temática “precisamos colocar a tecnologia no divã”. Pois, até que ponto vamos ser reféns da IA?
É necessário que tenhamos mais inteligência humana para lidar com a inteligência artificial. Para isso, devemos realmente estar muito atualizados, muito contextualizados. Nesse ponto, a educação continuada e a IA se encontram.
Outra questão também do lifelong learning é em relação a lidar com aspectos como gestão de crises, diversidade, maturidade, entre outras.
6. Como você acredita que será o Marketing no mercado de trabalho do futuro?
Considero arriscado ainda apostar em algum caminho. Vejo que estamos vivendo um momento de transição, bastante focado nessa questão da inteligência. Hoje, a IA já faz filmes, faz spot, textos. Enfim, todas as produções de comunicação já podem ser produzidas pela inteligência artificial e cada vez mais próximas do que seria produzido por uma inteligência humana. Mas é cedo ainda para fazermos alguma previsão, justamente por estarmos neste momento de transição.
No entanto, o que eu espero que realmente ocorra, passado este momento de transição, é que a gente consiga ter uma inteligência mais humana. E que realmente passemos a usar essas plataformas de tecnologia, não para criar, mas sim para produzir. Por exemplo, que em todos aqueles processos e dinâmicas operacionais que vivemos no dia a dia, elas nos sirvam como uma ferramenta. Mas que, na base do processo, tenha a nossa criatividade, o nosso toque, e o nosso refino humano.
É como no caso do planejamento, a base dele é o diagnóstico, e a tecnologia nos facilita bastante, quando usada com critério, levando-se em conta até que ponto as informações e os dados levantados têm credibilidade. E reforço a relevância do senso crítico para refinar o que é gerado pela inteligência artificial.
6. Quais dicas você pode compartilhar com quem está iniciando a carreira no Marketing e na Comunicação Corporativa?
A primeira dica é realmente formar um repertório e a segunda é sair um pouco do digital. Formar um repertório muito além de redes sociais: leituras físicas, de participação em eventos, em palestras, de conhecimento mais robusto, de pós-graduação, de cursos, entre outras fontes mais consistentes.
Então, começo por essa trilha de conhecimento mais tangível, mas física mesmo. Até mesmo voltar a escrever à mão quando possível. Não por nostalgia, e sim para exercitar o raciocínio de aprendizagem.
Reforço também a necessidade da leitura. Ela proporciona um universo no qual muitos não acreditam em seu poder de elevar a capacidade. Atualmente, vivemos em mundo de algorítmos, somos o tempo todo guiados por eles.Isso acaba fazendo com que se deixe de fazer escolhas genuínas e seja redirecionado pelo algoritmo.
Essa construção de repertório está muito ligada ao lifelong learning, à formação de sua identidade e a estímulos cerebrais relevantes, para que você tenha base para boas tomadas de decisão de modo geral.
Busca constante pelo conhecimento
Na entrevista, Adriana enfatizou o quanto acredita na educação continuada e como isso é essencial em todas as etapas da carreira.
Com suas dicas e exemplos, vimos também a importância do desenvolvimento de competências e habilidades sociais e comportamentais que até potencializam o conhecimento técnico. Esse é o caminho mais garantido para alcançar a excelência profissional e assim construir uma presença relevante no mercado.
De aluna a professora, Adriana Miranda escolheu a PUC Minas. Diariamente, ela escreve sua história de sucesso e realização ao lado da Universidade.
Ter a PUC Minas como base de sua formação humana e profissional é uma decisão certeira para brilhar no mercado de trabalho. Afinal, a Universidade é uma das preferidas dos empregadores e conta com alto prestígio nacional e internacional.
Veja a trajetória de outros tantos profissionais de sucesso, que, como Adriana, deram seu primeiro passo na PUC Minas!




