
A dupla diplomação é uma experiência transformadora durante a graduação, sobretudo para quem deseja construir uma carreira internacional. Além da troca cultural, da vivência em outro país e do fortalecimento do currículo, o estudante garante dois diplomas: um aqui no Brasil, pela PUC Minas, e outro pela instituição parceira.
A boa notícia é que essa oportunidade é acessível a todos os estudantes da Universidade, por meio da PUC Minas Internacional. E, para você entender mais sobre o programa, nada melhor do que saber por intermédio de quem já passou por esse processo.
Por isso, convidamos Davi Silva, egresso do curso de Administração da PUC Minas e que cursou dois semestres na nossa parceira Universidad Científica del Sur, em Lima, no Peru, para compartilhar a trajetória e inspirar suas escolhas. Vamos lá!
Conheça o caminho de Davi na dupla diplomação
A visão estratégica e plural de Davi Silva o possibilitaram chegar ao país vizinho e mergulhar em sua cultura. Durante o 2º semestre de 2023 e 1º semestre de 2024, ele vivenciou e aproveitou muito bem as oportunidades que a mobilidade acadêmica pôde oferecer.
E os resultados foram os melhores possíveis. Além de se conectar com novas pessoas, ter um olhar diferente da profissão e conhecer lugares incríveis, Davi foi reconhecido por sua capacidade e dedicação.
Ao retornar, recebeu o prêmio de melhor TCC, diretamente das mãos do cônsul peruano no Brasil.
Bem bacana, não é? Para saber mais sobre essa trajetória de sucesso, confira a entrevista!
1. Quais fatores te levaram a optar pela dupla diplomação?
Quando o processo seletivo para a dupla diplomação em Lima foi anunciado, fiquei muito surpreso, pois nunca tinha ouvido falar dessa modalidade de intercâmbio. Imediatamente me interessei e pensei: “Obter dois diplomas, em quatro anos, é excelente para o currículo”.
Além disso, vi uma ótima oportunidade para desenvolver um terceiro idioma, eu já falava português e inglês fluentemente; então, seria um diferencial a mais. Somava-se a isso a chance de conhecer um novo país, visitar uma das maravilhas do mundo, Machu Picchu, e experimentar uma das melhores gastronomias do mundo. Simplesmente não pude deixar passar essa oportunidade.
2. Quais os principais desafios encontrados nessa jornada e como a PUC Minas te apoiou?
No início tive muitas dúvidas, pois, junto com outros dois estudantes aprovados, fomos os primeiros alunos a fazer esse intercâmbio. Me deparei com alguns desafios, mas as equipes da Escola de Negócios da PUC Minas (ICEG) e da Assessoria de Relações Internacionais (ARI) me apoiaram bastante.
Outro ponto a ressaltar: as equipes me ajudaram a definir as matérias a serem cursadas lá, de forma a garantir 100% de equivalência com as disciplinas daqui, mantendo comunicação constante comigo e com a universidade peruana. Quando retornei, o ICEG e a ARI também me auxiliaram na equivalência das matérias com a PUC Minas e, depois da minha formatura, na solicitação do diploma da Universidad Científica del Sur.
3. Como foi o processo para a dupla diplomação? De que modo a PUC Minas oportunizou a experiência internacional e a dupla diplomação pra você?
O processo foi simples e bem conduzido. A PUC Minas analisou meu currículo, minha carta de motivação e meu histórico escolar e depois marcou uma entrevista com a banca avaliadora. Nessa entrevista, fui questionado sobre meu nível de idioma, minhas experiências, meus objetivos e o porquê de eu merecer ser selecionado. Foi uma conversa tranquila e sem pressão. Cerca de um mês depois, saiu o resultado da minha aprovação.
A partir daí, por meio da Assessoria de Relações Internacionais, a PUC Minas me conduziu para o envio dos documentos à universidade peruana. Ela também manteve o contato comigo para confirmar que tudo estava prosseguindo conforme planejado. Isso tornou possível transformar essa oportunidade em uma dupla diplomação em realidade e com validade acadêmica nos dois países.
4. A PUC Minas é reconhecida internacionalmente por sua excelência. Como você percebeu essa reputação na Universidad Científica del Sur?
O melhor tipo de reconhecimento é o que vem de forma orgânica; e isso ficou cada vez mais evidente no decorrer das aulas na Científica. Em apresentações de trabalhos, feiras e até competições, eu e meus colegas da PUC Minas sempre recebíamos elogios. Um professor, até mesmo, nos elogiou na frente da turma pelo modo como conduzíamos os trabalhos.
Isso porque, na PUC Minas, eu já tinha aprendido a usar uma abordagem mais acadêmica nas apresentações, trazendo citações de autores e referências de reportagens, por exemplo. Algo que para mim já era natural, mas que se destacava bastante por lá.
Foram justamente essas habilidades que levaram minha equipe, formada por mim, uma amiga da PUC Minas e uma amiga peruana, a conquistar o 1º lugar no desafio Kunan de reestruturação de uma empresa peruana. Os professores de lá se impressionavam constantemente com a qualidade dos nossos trabalhos.
5. Quais as principais soft skills você adquiriu ou aperfeiçoou nessa experiência no exterior?
A primeira foi a comunicação. Conviver com pessoas nativas de outro idioma muda completamente a maneira como você o utiliza. Uma coisa é aprender o idioma nos livros, outra bem diferente é aprender o idioma do dia a dia, com suas nuances e gírias. Isso, claro, também trabalha outra habilidade, a de se adaptar a um novo ambiente, um novo país e uma cultura diferentes.
Na minha experiência no Peru, vi que existe uma formalidade maior no ambiente universitário: os alunos não vão às aulas de chinelo e bermuda, as apresentações de trabalho são mais formais, e por respeito nenhum aluno entra em sala enquanto alguém está apresentando.
Por fim, acho que também aperfeiçoei meu trabalho em equipe, já que precisei aprender a integrar diferentes formas de pensar, ritmos de trabalho e referências culturais dos meus colegas peruanos e de outros intercambistas, o que me ensinou a ser mais flexível e a buscar consenso em grupos heterogêneos.
6. Quais as diferenças mercadológicas na área de Administração você considera que contribuíram para ampliar sua visão da profissão e da área como um todo?
Estudar Administração em outro contexto latino-americano me mostrou que o mercado, apesar de próximo geograficamente, tem particularidades próprias. Percebi, por exemplo, diferenças no modo de ensinar e aplicar finanças corporativas. E, ainda, tive contato com metodologias de análise financeira desenvolvidas por pesquisadores latino-americanos, que não fazem parte do currículo padrão aqui no Brasil.
Também pude observar como as empresas peruanas lidam com processos de gestão e reestruturação de forma distinta, o que ampliou minha visão sobre como a Administração se adapta a diferentes realidades econômicas e culturais. Essa vivência me fez enxergar a profissão de maneira menos “engessada” ao modelo brasileiro e me deu repertório para pensar em soluções de gestão com uma perspectiva mais global.
7. A experiência de estudar no Peru colaborou para um melhor aproveitamento dos seus estudos ao retomar sua formação aqui no Brasil?
Sem dúvida! Quando retornei, pude aplicar em sala de aula e em apresentações muito do que aprendi e desenvolvi no Peru. Em algumas áreas, o jeito de olhar e analisar os temas é diferente. Em Administração Financeira, por exemplo, pude aplicar uma técnica nova, ensinada no Peru, baseada no estudo de uma economista mexicana para análise da situação financeira de instituições listadas na Bolsa de Valores.
E mais, desenvolvi meu TCC com base no comércio de bens de capital entre Brasil e Peru, trabalho que ganhou o prêmio de melhor TCC. Tudo isso graças ao aprendizado e ao networking que construí no Peru, que me ajudaram diretamente na pesquisa.
8. Como o mercado de trabalho tem valorizado sua vivência no programa de dupla diplomação da PUC Minas? Isso abriu novas portas pra você?
O intercâmbio e o domínio de um novo idioma são por si sós muito bem-vistos pelos empregadores. Nas minhas entrevistas, porém, o que mais chamava a atenção era justamente o fato de ser uma dupla diplomação e de ter sido no Peru, já que o mais comum é um intercâmbio nos Estados Unidos ou na Europa.
Isso gerou entrevistas mais interessantes, com perguntas sobre a experiência e sobre por que eu havia escolhido o Peru. Um entrevistador até comentou que achava relevante porque a empresa em questão fazia muito comércio com países latino-americanos. De certa forma, acredito que deixei minha marca nessas entrevistas, e devem ter se lembrado de mim posteriormente como o candidato da dupla diplomação no Peru.
Hoje, com apenas um ano de formado, trabalho como diretor administrativo. Além disso, essa vivência internacional foi decisiva para minha aprovação no mestrado na Universidade de Coimbra. Durante a entrevista com a banca avaliadora, percebi um interesse genuíno pela minha experiência de dupla diplomação, o que reforça como essa bagagem internacional agrega valor não apenas no mercado de trabalho, mas também na hora de seguir para uma formação acadêmica mais avançada no exterior.
9. Quais dicas você pode compartilhar com quem deseja obter a dupla diplomação?
Diria para aproveitar a oportunidade e ainda se preparar bem. A dupla diplomação pode abrir portas de emprego, inclusive internacionais.
Sem contar que um diploma em uma língua estrangeira, como o espanhol, também abre oportunidades para mestrado ou pós-graduação em instituições de língua espanhola, seja na Espanha, seja em países latino-americanos. Isso muitas vezes sem a exigência de teste de proficiência no idioma. A dupla diplomação é uma experiência e uma oportunidade completa: acadêmica, profissional e cultural.
Conexão latino-americana como estratégia e diferencial
Historicamente, a relação entre Brasil e Peru foi majoritariamente diplomática, marcada por diálogo aberto e equilibrado. Nas últimas décadas, podemos afirmar que o contato se estreitou e que as parcerias apresentam grande potencial. Seja na sustentabilidade, seja na cultura ou na economia.
Davi, que encontrou, no intercâmbio para Lima, uma oportunidade de desenvolver a língua espanhola e conhecer mais sobre a cultura peruana, enxergou esse potencial de conexão e o traz como um verdadeiro diferencial humano e profissional.
Além de sair das preferências tradicionais, como Estados Unidos e países da Europa, a escolha do Peru para uma dupla diplomação é capaz de fortalecer e valorizar a parceria entre vizinhos. Vizinhos esses que contam com a maior área da floresta mais importante do mundo, a Amazônia, e estão em alta em agendas globais como ESG e Agenda 2030 da ONU.
Tudo isso é amparado pelo excelente relacionamento entre a PUC Minas e as mais de 130 instituições internacionais parceiras e pela reputação da Universidade pelo mundo.
Você também tem interesse em construir uma carreira internacional, contando com universidades parceiras e reconhecidas em todo o mundo? Conheça mais a PUC Minas Internacional, o programa de internacionalização da Universidade.





