A Comunicação é uma área plural, que transita e acompanha os mais diversos setores e, por isso, apresenta uma vasta gama de atuações. Entre elas está a Comunicação Pública, que tem um caráter informativo e promove um diálogo entre todos os atores sociais.
Relativamente nova no Brasil, ela tem gerado maior interesse dos profissionais e se configurado como uma boa opção de carreira. Convidamos a jornalista Juliana Baeta para conversarmos sobre a Comunicação Pública, a trajetória dela e, claro, dicas para você que está dando os primeiros passos no Jornalismo.
Juliana se especializou em Comunicação Pública e Governamental pela PUC Minas, é subeditora no jornal Diário do Comércio, finalista do Prêmio Sebrae de Jornalismo (2024) e alcançou o 3º lugar no Prêmio CDL/BH de Jornalismo (2025) e o 2º lugar no Prêmio Mol de Jornalismo para a Solidariedade (2025).
Quer saber mais? Confira a entrevista.
Conheça a trilha de Juliana Baeta
Nossa entrevistada atuou em variadas frentes do Jornalismo e vivenciou a fundo o trabalho na redação de um veículo de comunicação.
A busca pela Pós em Comunicação Pública veio quando Juliana já trabalhava em um órgão público e compreendia a área na prática. Ela se encantou pelo campo e viu a necessidade de aperfeiçoar suas habilidades e aprofundar o conhecimento.
Até que, mais uma vez, sua carreira se mostrou dinâmica: o jornalismo econômico entrou em cena. Veja agora como foi toda essa jornada de Juliana Baeta e como a Pós PUC Minas contribuiu para esse processo.
1 – Conte-nos pontos marcantes de sua trajetória profissional até os dias atuais. Por que você escolheu cursar Jornalismo?
Na verdade, foi porque a faculdade ficava ao lado da minha casa e era o curso disponível por lá que mais tinha a ver com o que eu gostava de fazer, que é escrever. Desde então, toda a minha vida — inclusive pessoal, já que conheci meu marido na faculdade — foi pautada por essa escolha.
Tive a oportunidade de passar por vários segmentos dentro da minha profissão: coordenação de projetos, assessoria, cobertura de eventos, reportagem, edição e redes sociais. A maior parte da minha carreira estive na redação, onde tive a oportunidade de cobrir, in loco, assuntos de repercussão no mundo todo, como as tragédias de Mariana e de Brumadinho. Além disso, já fui agraciada com dois prêmios de jornalismo por reportagens que produzi de ponta a ponta. São pontos que considero marcantes na minha trajetória.
2 – Você trabalhou na comunicação de um órgão público antes de fazer a pós na PUC Minas. O que te fez perceber que precisava de formação específica em Comunicação Pública naquele momento da carreira?
Comecei no órgão público como assessora de comunicação e logo fui promovida a coordenadora de projetos de comunicação. Como a maior parte da minha carreira foi em redação, senti falta de ter uma visão mais ampla da Comunicação Pública, algo pelo qual me apaixonei. Por isso, quis me aprofundar mais nessa área e visualizar, na prática, o meu trabalho acompanhando essa formação.
3 – Ao decidir fazer uma pós-graduação, por que você escolheu a Pós PUC Minas?
Era o curso que eu estava buscando na época, e a premissa parecia se encaixar perfeitamente com os meus anseios naquele momento.
4 – A Pós em Comunicação Pública e Governamental te preparou para algum desafio concreto que você enfrentou no setor público?
A prática eu já tinha e o curso me trouxe a técnica: me deu mais respaldo para justificar o meu trabalho e as minhas decisões. E também me trouxe um olhar mais atento e empático quanto às relações humanas, que, no fim das contas, é o que mais importa quando falamos de comunicação.
5 – O mercado de Comunicação como um todo vem passando por profundas transformações. Quais soft skills você considera indispensáveis para acompanhar esses movimentos e se manter relevante?
Acredito que a principal delas seja a adaptabilidade. O mundo muda muito rápido, e precisamos estar prontos para as novas ferramentas e processos. Além disso, destaco a escuta ativa e a empatia.
Em um cenário de transformação digital e excesso de informação, entender verdadeiramente as dores do público e dos colegas é o que permite uma comunicação mais assertiva e humana.
6 – O jornalismo público e o jornalismo de economia parecem mundos diferentes, mas você transita nos dois. O que eles têm em comum na prática do dia a dia?
Quando falamos de Economia, lidamos principalmente com números, tabelas e estatísticas, mas não é só disso que se trata. E aí entra a Comunicação Pública. É preciso humanizar os números, simplificar a linguagem e ‘traduzir o economês’ para que o maior número possível de pessoas entenda. Desde a minha vizinha de 70 anos, que é analfabeta funcional, até o professor de uma universidade.
Essa habilidade que a comunicação pública me trouxe, inclusive, é muito útil no meu trabalho atual no jornalismo de economia.
7 – Na sua percepção, qual a importância da educação continuada para a carreira em Jornalismo?
Fundamental. Inclusive por conta do que falamos acima: tudo está em constante transformação e de forma cada vez mais rápida. É preciso ter um tipo de “curiosidade técnica” também — que eu não citei nas soft skills, mas trago aqui.
É aquele tipo de encantamento por um assunto que ainda não dominamos, mas pelo qual procuramos nos aprofundar, mergulhar naquele universo e extrair todo tipo de conhecimento ao ponto de nos tornarmos especialistas.
8 – Qual conselho você daria para um jornalista que está avaliando fazer uma pós-graduação mas tem dúvida sobre o timing certo ou a área de especialização?
Acredito genuinamente que o conhecimento é o ativo mais poderoso que podemos ter. No meu caso, vivi uma “transição de carreira” ao longo do curso: me inscrevi na Pós em Comunicação Pública e Governamental quando estava trabalhando em um órgão governamental e, no meio do processo, aceitei um convite para uma redação de jornalismo econômico.
O conhecimento que adquiri ao longo do curso não foi perdido; eu o aplico ainda hoje no meu trabalho atual e, provavelmente, aplicarei em outros trabalhos. Se a dúvida é sobre qual curso escolher, sugiro pesquisar a premissa, estudar a grade curricular, conhecer os professores e suas obras, e observar o que os egressos daquela instituição estão fazendo profissionalmente. Mas, independentemente da escolha, nenhum conhecimento é em vão. Aproveite!
Pós PUC Minas: conhecimento que vai além
Como Juliana Baeta nos contou, durante sua especialização um novo horizonte se abriu: o jornalismo econômico. Embora sejam segmentos diferentes, eles se comunicam, afinal, a economia é um interesse público. Torná-la acessível à população, sobretudo a que possui menos escolaridade, é também um exercício de informação e cidadania.
Dessa forma, ela conseguiu unir as duas esferas e elevar o padrão de sua entrega inserindo nesse conjunto a educação humanística, que está no DNA da PUC Minas. O resultado você acompanhou: um desempenho brilhante, com uma jornada ascendente e uma contribuição relevante para o jornalismo.
Essa versatilidade do curso faz com ele seja indicado a profissionais de todas as áreas da Comunicação, da Administração, da Administração Pública e do Marketing, entre outras.
Confira a proposta da Pós-graduação em Comunicação Pública e Governamental e aproveite também para saber mais sobre a Pós PUC Minas.




